segunda-feira, 20 de abril de 2009

falar diluído é o natural

portanto

um vendaval não dura uma manhã
um temporal não dura um dia

quem os fomenta ?
céu e terra

céu e terra...suas fúrias não duram
quanto menos os furores humanos

portanto
quem segue o curso une-se ao curso
quem segue a virtude une-se a virtude
quem segue a perfeição une-se a perfeição

quem se une ao curso este o acolhe com alegria
quem se une à virtude esta o acolhe com alegria
quem se une à perfeição esta o acolhe com alegria

pouca fé não merece fé

2 comentários:

Ivan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivan disse...

Dualidade da natureza humana foi a impressão primeira que me pegou lendo este seu poema. No final, se toma um partido inesperado mais ou menos assim: se tem pouca fé é como se fé não tivesse. Há uma história que Ramakrishan conta sobre o mundo ser formado de dualidades e essas dualidades serem no fundo irreais. Ele ressalta que devemos tratar como real enquanto nos atinge, e fazer uso do irreal sobre o irreal pra livrarmo-nos da irrealidade. Então ele ilustra a nossa ilusão dos nossos interesses, desejos, apegos desta vida como um espinho no nosso pé; e por outro lado, nossa atitude de disciplina, cultivo de bons hábitos como outro espinho do mesmo (tão ilusório quanto)para retirar o do pé. No final, com ambos na mão, jogamos fora e nos resta a realidade Una.